terça-feira, 13 de novembro de 2007

MARKETING ELETRÔNICO

Inúmeras organizações vem utilizando o marketing eletrônico como forma de estimular a realização de negócios, oferecendo produtos, serviços, informações aos consumidores e identificando o seu público alvo através da Internet.

O que leva uma empresa a utilizar esta ferramenta de marketing? São vários os motivos. Dentre eles destaco: Alcance global, um motivo forte e motivador para a entrada no mundo do marketing eletrônico. Até pouco tempo as organizações consideravam como concorrentes aqueles que estavam na mesma rua, no mesmo bairro ou até mesmo do seu lado. E agora, qual é a área limite para vender seus produtos ou serviços? Antes se considerava o local do estabelecimento e onde os representantes e parceiros comerciais atuavam. Hoje se pode dizer em algum lugar do mundo onde existir consumidores com acesso a rede mundial - Internet. A organização que se preocupa com a concorrência do outro lado da rua pode estar perdendo muito mais clientes do que imagina. Uma loja do outro lado do mundo pode estar "entrando" direto na casa do consumidor pela Internet, sem você se dar conta.

O custo reduzido é outro motivo que estimula o uso do marketing eletrônico. O e-mail como ferramenta de marketing estão levando muitas empresas a utilizarem este recurso em função da cultura que as organizações estão adquirindo em usar mais o e-mail e menos o fax, telefone e mídia convencional, observando é claro os cuidados técnicos para a melhor utilização deste recurso. Basta definir a informação que se deseja enviar e, pronto!

Várias opções de escolha é o sonho de todo cliente. O marketing eletrônico pode proporcionar isso. Do seu próprio local de trabalho ou de casa, acessar a Internet para adquirir ou obter informações sobre qualquer produto ou serviço. Isto está modificando o perfil das empresas. Quem se preocupa apenas em atender bem seus clientes no horário convencional e em local específico corre sério risco de perdê-los pela atuação mais agressiva das empresas que utilizam a Internet como ferramenta de marketing.

É a utilização correta e competente desta ferramenta que vai garantir o sucesso de qualquer empreendimento nos próximos anos. Quem se adaptar e souber explorar estes recursos terá uma enorme vantagem comercial. Afinal o perfil do internauta é o sonho de qualquer empresa.

O marketing eletrônico não deve acabar com o tradicional, o mais provável é que essas duas formas se unam e aumentem ainda mais as divulgações. Com a interatividade e a convergência tecnológica, a Internet deve se aproximar da televisão e de outros meios de comunicação. Com o marketing, deve-se acontecer o mesmo processo.

Márcio Silva
(13/11/2007)

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

PLANO ESTRATÉGICO – QUE COISA É ESSA?

No mundo dos negócios em que vivemos, existem algumas pessoas muito especiais e altamente diferenciadas, que chamamos de empreendedores. Independente de suas formações profissionais, níveis de cultura e condições de aperfeiçoamento, os empreendedores apresentam características semelhantes como: além da vontade de ter os seus próprios negócios, iniciativa, perseverança, visão, tenacidade, liderança, entre outras que os levam a buscar a realização de seus sonhos.

Sabemos que mais de setenta por cento dos empreendimentos que se iniciam, não conseguem ultrapassar um ano de vida. Mas por que isso acontece? Essa é a grande indagação que os empreendedores, em seus insucessos, fazem. Os motivos são diversos, falta de foco, ineficiência nos processos produtivos, ausência de objetivos claros, execução de ações desordenadas, entre outras, causadas principalmente pela falta de conhecimento mínimo necessários para a gestão dos seus negócios, que os levam a não ver a necessidade de se fazer um planejamento prévio para que seus negócios sejam sustentáveis e rentáveis.

Muitos de nós somos testemunhas oculares de grandes idéias que surgem a todo o momento. Idéias que poderiam se tornar grandes negócios, mas que sem uma análise profunda de mercado, sucumbem logo de início.

Uma das ferramentas que podem ajudar a transformar grandes idéias em negócios bem sucedidos é o que chamamos de Planejamento Estratégico. Ele é um modelo decisório integrador e unificador que determina e revela o propósito organizacional em termos de valores, missão, objetivos, estratégias, metas e ações, com foco em priorizar a alocação de recursos, delimitando os domínios de atuação do negócio, descrevendo as condições internas de resposta ao ambiente externo e a forma de modificá-las, com vistas ao fortalecimento do empreendimento, engajando todos os níveis da organização para a realização dos objetivos propostos.

Como benefícios diretos de sua implantação temos: o melhoramento da comunicação, a indicação de uma direção única para todos, agilidade nas decisões, a melhora da visão de conjunto e o melhoramento considerável do relacionamento da organização com seu ambiente interno e externo.

O planejamento estratégico não se restringe só a novos negócios, mas deve se fazer presente periodicamente nas organizações já em andamento, para que elas possam se ajustar as contínuas mudanças que ocorrem no ambiente onde estão, sempre buscando rever suas missões, visões, metas, objetivos e ações, se replanejando continuamente, considerando o nível de volatilidade do mercado.

É muito importante que os empresários tenham consciência da existência de ferramentas como esta, que podem proporcionar o sucesso de seus empreendimentos, mas, mais importante que isso é o reconhecimento da necessidade de sua utilização contínua, que deve partir de cima para baixo. Muitos empreendedores são autoconfiantes demais e não se rendem as opiniões de outros, principalmente quando se diz respeito à necessidade da realização de mudanças.

Um barco a vela, que navega em alto mar, sem leme, sem direção, para onde o vento sopra, ele vai. Assim é um empreendimento que não sabe para onde ir, que caminho tomar, que objetivos atingir e que ações executar para se chegar ao destino desejado. Não naveguem sem direção, planejem suas rotas, conheçam seus limites, valorizem o que tem de bom, tracem os melhores caminhos e cheguem aos seus destinos.


Márcio Silva
(06/09/2007)

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

A INVERSÃO DE VALORES.

O que você valoriza mais? A formação no ensino público ou privado?
De acordo com a nossa constituição em vigor, lei magna de nosso país, é dever do estado prover educação para todo cidadão brasileiro. Há algumas décadas atrás essa função era cumprida de forma aceitável dentro das conjunturas política, econômica e social da época.

Tínhamos o privilégio de ver em alguns estados do país uma excelente estrutura educacional pública para receber os alunos ávidas pelo conhecimento, que recebiam além da educação básica, aulas em laboratório, artes plásticas, artes cênicas, música, entre outras que proporcionavam um melhor aprendizado e o desenvolvimento geral do indivíduo.

A partir do início dos anos noventa, com a abertura econômica incentivada pelo governo da época, iniciou-se, além de outros, o processo de privatização da educação. No final da década de oitenta já existiam algumas escolas e universidades privadas pelo país a fora, que observando um ambiente favorável, começaram a se proliferar, além do surgimento de novas instituições que tinham como proposta geral um ensino de qualidade e com objetivos claros, dar acesso as universidades públicas.

Com o passar dos anos iniciou-se um processo de migração de alunos do ensino público para o privado, mais evidente nos níveis fundamental e médio, motivados pela contínua falta de investimento do governo na educação do país em função do crescimento de instituições privadas, uma situação característica do neoliberalismo.

O retrato que vemos hoje mostra o sucateamento da educação pública e a evolução da privada. Diante deste contexto, não se pensa em entrar em uma universidade pública sem passar por uma instituição privada de ensino, considerando as exceções a regra. Desta forma podemos afirmar, sem medo de errar, que as vagas disponíveis nas universidades públicas são dos melhores favorecidos socialmente. Daí então, podemos entrar em outro assunto, o do ensino superior privado que de uma forma geral é desvalorizado, com raras exceções, em virtude de sua fácil incorporação em relação às universidades públicas, que demanda maior procura, tendo como conseqüência uma maior concorrência.

Mas o que estamos avaliando? É o nível de dificuldade para entrar nas universidades? Ou o nível de qualidade de ensino?

Podemos dizer que só há concurso vestibular porque não há vagas suficientes no ensino superior público para atender a demanda. Lembram do dever do estado, segundo a constituição? Se houvessem vagas suficientes, todos estariam habilitados a cursarem uma universidade? Sim, pois o único pré-requisito exigido para entrar no ensino superior é ter concluído o ensino médio.

Fazendo uma rápida análise, o que percebemos nas universidades públicas? Percebemos instalações precárias, falta de colaboradores e professores motivados, acervo bibliográfico insuficiente e desatualizado, laboratórios precários, entre outras deficiências de recursos. O que percebemos nas instituições de ensino superior privado? Os melhores ambientes e recursos possíveis. Então como se explica a desvalorização do ensino superior privado?

Para entender melhor o que quero dizer, tente responder, como podemos explicar que até o ensino médio se valorize mais o privado, e no ensino superior se valorize o público? Quando a nível de estruturas e recursos o público é deficiente e o privado é eficiente.


Márcio Silva
(27/08/2007)

sábado, 25 de agosto de 2007

A METAMORFOSE HUMANA

Desde que nascemos estamos destinados a sofrer inúmeros tipos de mudanças. A lista é imensa, e tudo começa com a união do espermatozóide com o óvulo. Neste derradeiro momento dispara o tiro de largada e em pouco tempo já somos embriões, daí surgem os braços, as pernas, os olhos e assim se segue até o primeiro choro. É importante lembrar que ao mesmo tempo em que ocorrem todas essas transformações conosco, ocorre também um processo profundo de mudança, física e psicológica, nas nossas mães, que por tabela afeta nossos pais. Parece que o mundo cai na cabeça deles. Daí se segue um efeito dominó que atingem os avós, as tias, os tios e a quem mais chegar perto.

Com o passar dos anos firmamos a cabeça, começamos a engatinhar, daí um pouco estamos andando, tendo que aprender a lhe dar com os espaços, começamos a querer falar, e quando menos esperamos somos adolescentes cheios de dúvidas e transformações físicas, começam a aparecer pêlos, chegam os ciclos menstruais e ai estamos prontos para nos multiplicar. Vivemos uma fase de profundo vigor físico e sexual, parece que vamos explodir.

Os anos se seguem e com eles surge o amadurecimento. Damos-nos conta de que não podemos viver mais sozinhos e tomamos todas as providências para nos amarrarmos a alguém que nos complete. Surge ai a mais difícil das sagas das mudanças, o casamento. Com ele vem uma necessidade incrível de mudar. A transformação de que falo é extremamente difícil e de grande profundidade pessoal, que exige imensa dedicação e inúmeros feedback distribuídos nos vários anos de relacionamento a dois. Todo isso movido através de um interesse comum, o amor. Com a chegada do primeiro filho o ciclo se fecha.

Como podemos levar essa experiência para o mundo corporativo?

Assim como nós, as organizações desde seu nascimento sofrem mudanças. Elas geralmente são ditadas pelas conjunturas mercadológicas, econômicas e políticas. Eles é que sinalizam o que se deve mudar nas corporações para que elas sobrevivam e cresçam. Dentro deste contexto, quem são os elementos mais importantes para a execução dessas transformações?

Devemos reconhecer e ter a consciência clara de que nós somos as células de mudanças nas organizações. E que elas só sobrevivem e evoluem através de nós. Para isso devemos estar abertos e dispostos a pequenas, médias e grandes metamorfoses corporativas.

Isso nos exige muito esforço para entender porque se deve mudar. E o primeiro passo para que possamos entender esses motivos é saber escutar. Em um segundo momento, de posse das informações absorvidas, possamos entender as razões que nos levarão a nos envolver diretamente nos processos de mudança.

Não importa o que nós desenvolvemos dentro de uma organização ou nossa posição hierárquica. O que verdadeiramente importa é que devemos nos envolver profundamente no que fazemos, e buscarmos continuamente ser eficientes e eficazes, principalmente no que diz respeito à execução dos processos necessários para a realização das transformações corporativas, porque só assim podemos nos manter ativos e produtivos. Então podemos concluir que mudar é uma necessidade humana, e ela ocorre durante toda nossa vida, sejam por interesses físico, pessoal ou profissional.

Márcio Silva
(25/08/2007)

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

VENDER. VOCÊ É CAPAZ?

Vender não é para qualquer um. Esta é uma frase que em muitos momentos escutamos. Mas será que ela realmente faz sentido? Você é capaz de vender algo?
Bom, para responder estas indagações devemos analisar alguns pontos.

Em primeiro lugar vamos voltar um pouco no tempo. Quando nascemos, acredita-se que possuímos o mesmo potencial de desenvolvimento. Isso quer dizer que temos a mesma capacidade de desenvolver características semelhantes e com o mesmo nível de desenvolvimento, mas durante o passar dos anos somos submetidos a ambientes e estímulos diferentes, tendo como resultado características e qualidades profissionais desiguais. Sofremos inúmeros estímulos, na família, na escola, no círculo de amigos, nas equipes esportivas, enfim, por onde passamos somos estimulados a colocar em prática o nosso potencial, desenvolvendo assim as nossas características individuais.

Outro ponto que devemos analisar é perceber que mesmo não sabendo o que é vender, praticamos esta atividade sem sentir. Mas como isso acontece? Se analisarmos bem, desde que nascemos procuramos negociar coisas e situações. Um bebê ao chorar na busca de pegar um brinquedo, está ao seu modo negociando uma situação para satisfazer a sua vontade. Quando crescemos mais, começamos a negociar argumentando com palavras para realizar nossos desejos e os desejos dos outros. Podemos então dizer que negociar é vender? Claro que sim. Como vender sem negociar?

Alguns defendem que vender é uma arte. Partindo deste princípio podemos afirmar então que nem todos vendem, pois nem todos são artistas. Seria então um privilégio de poucos. Mas analisando o que já vimos anteriormente podemos perceber que vender é uma necessidade vital, isso significa dizer, literalmente, que para vivermos precisamos vender para obter a satisfação de nossas necessidades, sejam elas vitais ou não.

Para que se possa entender melhor, podemos exemplificar da seguinte forma: quando nos candidatamos a um emprego, estamos vendendo nossas qualidades como profissionais para quem pretende nos contratar. Assim buscamos satisfazer uma necessidade, que para muitos é vital.

Desta forma podemos afirmar que somos vendedores natos. E ao percebermos isso, podemos desenvolver melhor esta característica através de estudos e treinamentos específicos para a área de vendas. Sendo assim, acreditemos, nós sabemos vender, porque fazemos isso todos os dias, a todo o momento.

Márcio Silva
(23/08/2007)